TEXTO 04
umdeseis — 11-10-2008 GTM -3 @ 21:46(CLIQUE NO TÍTULO DO POST PARA VER O TEXTO)


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calor, muito calor. estou escrevendo dentro do ônibus a caminho da faculdade. idéias transformadas em palavras por um PALM ZIRE 71. me sinto um pão sendo lentamente assado, o mundo é um forno.
no texto anterior eu falei sobre erros, foi interessante mas não o suficiente, queria falar um pouco mais sobre esse assunto.
na verdade gostaria de ser um pouco mais especifico e falar sobre o erro de mentir.
faltando dois dias para as eleições municipais(e para eu completar 25 anos de vida ) podemos perceber a chuva de mentiras que alguns,quase todos, candidatos derramam sobre nos.
mas acredito que este não seja o maior problema, afinal já estamos ficando calejados de tanta conversa eleitoreira.
grande problema na minha humilde opinião, ocorre quando a chuva de mentiras cai em nosso quarto, molha nossa cama e destrói coisas que até poderiam ser tolas, mas eram nossas, eram importantes e de tão intimas, talvez sejam recuperáveis.
essa chuva que nenhuma previsão do tempo consegue antever é capaz de durar muito tempo e ocorre mesmo em dias terrivelmente quentes ensolarados, como hoje. e hoje a chuva é um dilúvio.
por quanto tempo pode chover?
não pode chover o tempo todo...
depois eu falo mais... eu acho.
Vamos falar de erros. Dizem que errar é humano, mas será que isso se aplica a qualquer tipo de erro?
Quando um médico erra um procedimento, um cozinheiro erra uma receita, um arquiteto erra um cálculo ou um motorista erra um caminho, é sempre igual?
E a “vítima” do erro tem sempre que entender que foi “só um erro”, ou deve buscar uma compensação?
Ultimamente eu tenho errado bastante, alguns diriam que tenho persistido em alguns erros, outros podem até dizer que isso é uma fase. Mas acho que alguns erros têm tido conseqüências um tanto quanto sérios.
O que dizer/fazer quando um erro muda vida de pessoas e pode fazer com que coisas que um dia foram certas se transformem em dúvidas e rancores.
Ninguém é perfeito, (pelo menos assim dizem) mas enquanto alguns erram na escolha de um presente de aniversário eu tenho errado nos caminhos que escolho seguir.
Você pode até dizer que perceber o erro já é um grande passo, mas reconhecer o erro não faz com que ele se transforme em acerto ou que suas conseqüências sejam amenizadas.
Hoje voltando de um lugar resolvi que ainda não era o momento de ir para casa e resolvi caminhar, andar um pouco pelo centro de São Paulo, mais precisamente pela Mooca, ver coisas diferentes e escrever este texto. Como não consigo sentar na frente do computador e simplesmente escrever, eu resolvi que aquele seria o melhor momento para pensar sobre o que e como eu gostaria de falar agora.
Andei por cerca de duas horas e enquanto compunha estas linhas percebi o quão efêmero podemos ser, percebi que o corpo, a carne, este amontoado de enzimas e proteínas será metabolizado pelo mundo em alguns anos, no entanto as atitudes protagonizadas por este ser podem permanecer por muito mais tempo caminhando por aí.
Aprendi um pouco com minhas últimas atitudes. O que aprendi?
Aprendi onde fica a antiga fábrica da Antártica, onde fica uma casa de doces sensacional onde vou comer alguma coisa um dia desses, aprendi também que algumas escolhas são tremendamente necessárias, que é impossível controlar algumas coisas, que nem sempre podemos ter tudo que desejamos e outras coisas que não cabem nesta linhas (pelo menos agora).
Meu avô (grandíssimo Nascimento) dentre tantas coisas diz: “Cão que tem dois donos morre de fome.”
Hoje eu vi um cão que recebera duas tigelas de ração e o que aconteceu? Na tentativa de comer as duas viu a chuva cair e estragar seu alimento. Agora esse cão está por ai mendigando um pedaço de pão largado por algum cidadão qualquer (quem sabe saindo daquela casa de doces).
A Mooca é um lugar bastante interessante, na verdade é linda, mas tem alguns prédios bastante deteriorados, como a antiga fábrica da Antártica, e esses prédios me fizeram imaginar alguns cenários de guerra, Iraque, Afeganistão, Croácia (essa porque a Mooca é um dos maiores redutos croatas do Brasil) e logo cheguei a Hiroshima e Nagasaki e aquele erro mascarado de tática de guerra que foi cometido contra os japoneses.
Jogar uma bomba atômica em algo que você quer fazer desaparecer parece ser muito eficiente, tive certeza disso recentemente, quando joguei uma bomba sobre duas cidades queridas e como num passe de mágica destruí castelos, desfiz montanhas e inundei vales.
Acho que sou péssimo em metáforas, mas não sei falar se não for assim (aqui entra um sorriso amarelo).
Mas espero que estas cidades assim como as japonesas, se reconstruam e voltem a ser alegres e berço de grandes realizações. Afinal mesmo quando o erro é irremediável, sua conseqüência não precisa ser eterna.
Queria falar mais um pouco sobre isso, mas meu amigo imaginário me manda parar por aqui antes que comece a ser personalista e passional além da conta.
Mais uma coisa:
Erro pode ser definido como “desvio do bom caminho”, peço a você que tente não se desviar do SEU bom caminho porque alguém o fez e isso lhe causou sofrimento.
Mais outra coisa:
Me desculpe, eu sinceramente lamento muito...
“My ghosts have found their way back home
I have every right to kill my own
I am something now that never could exist
My anguish conquers all / pay the price and watch me fall
My only key is broken - my broken key is only… me”
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Este deve ser o 2156° Blog que inicio, espero conseguir mantê-lo, não para você, muito menos para mim, na verdade é para mim sim. Preciso alimentar meu egoísmo e manter essa criatura megalomaníaca constantemente satisfeita.
Como o Blog é para mim, não espere constância nas postagens, muito menos peça explicações sobre o que está escrito, se você não entender não se preocupe, a pessoa mais importante do mundo entendeu, EU!!!
If tomorrow never comes, live and remember all the magic.